jusbrasil.com.br
18 de Agosto de 2019

Homem vítima de estupro também pode abortar, ou o Código Penal é sexista?

Sara Próton, Advogado
Publicado por Sara Próton
ano passado

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar. Porque quanto à força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo - Thomas Hobbes

O presente artigo é continuidade do tema “abuso sexual de homens: um crime que começa na infância” (https://canalcienciascriminais.com.br/abuso-sexual-homens-infancia/), mas agora será abordado o abuso sexual na fase adulta, e me arriscaria a dizer que entre todos os tabus e mitos que envolvem os homens e seus direitos, esse é o mais sensível e delicado, vez que culturalmente foi atribuído ao homem a obrigatoriedade em não rejeitar uma mulher e estar sempre disposto a satisfação dos desejos femininos, entre eles os sexuais.

1. CULTURA E DIVIDA HISTÓRICA

Culturalmente atribuiu-se ao homem o papel de forte, indestrutível, inviolável, uma verdadeira máquina pronta para atacar em qualquer situação. Valores falsos e destrutivos, que colocam uma carga no homem, que não foi solicitado, mas que parece difícil se desfazer dela. O feminismo contemporâneo, que poderia ter retirado do homem essa obrigação, não o fez, e continua a exigir que sejam fortes, que não falem dos seus sentimentos, que não falem dos traumas, que trabalhem, não cuidem de si mesmos, sirvam as mulheres, abdiquem de suas dores, não falem de si; assim como foi servido, numa bela bandeja, ao masculino o descrédito e a demonização.

O homem, que já “não podia chorar”, não pode nem mesmo ser sujeito passivo de crimes contra a dignidade sexual, afinal, o homem agora carrega a carga midiática e valorativa de que é “um estuprador em potencial”. Retirou-se da mulher qualquer responsabilidade em tais crimes, com esculpo de uma “dívida histórica”, pelas violências que sofridas no passado, e intencionalmente criou-se falácias para reafirmar a inocência feminina, entre elas, de que o homem só é vítima de violência sexual quando o sujeito ativo também é outro homem; logo, culpabilizam ainda os homossexuais, que pouco ou quase nada tem relação com tais crimes.

2. CRIME DE ESTUPRO

Elencando no artigo 213 do Código Penal, o crime de estupro apenas com a edição da Lei 12.015/09, trouxe a mulher para o polo ativo dos crimes contra a dignidade sexual, e desde então o estupro se tornou um crime comum. A mesma lei, trouxe ainda o estupro de vulnerável, que se encontra no art. 217 A do CP, que diz respeito aos menores de 14 anos, mas também aos incapazes de oferecer resistência, mesmo que transitória.

Estupro de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

Embora raros sejam os estudos a respeito, me arriscaria a dizer, com base na minha experiência e convívio com homens, mas também com mulheres, que o comum, para não dizer rotineiro, é a prática do estupro de vulnerável para fins de satisfazer a lascívia, mas principalmente para obtenção de um filho, que posteriormente será um objeto para controlar o relacionamento e a permanência do homem, ou regalias que uma pensão pode trazer.

Mas antes de tratar do aborto, é preciso desmistificar um fato: a ereção não significa consentimento, assim como a lubrificação de uma mulher durante o estupro, não significa que ela desejou o ato. Excitação pode ocorrer e ocorre durante uma agressão sexual, assim como ejaculação e o orgasmo feminino, que são involuntários, pelo medo (que ativa o sistema límbico) ou pelos estímulos dos nervos sacrais, que é físico. Igualmente o fato de que um homem nem sempre quer sexo, e isso inclui o momento em que está incapaz de oferecer resistência. Faz-se mister ressaltar ainda, que estupro de homem não acontece exclusivamente em presídios, mas no âmbito familiar, entre marido e mulher.

Sem adentrar em todas as causas de vulnerabilidade, por exemplo a deficiência física (já abordado aqui: https://canalcienciascriminais.com.br/devotees-deficientes-fisicos/), restringirei à impossibilidade de oferecer resistência em decorrência do uso de álcool e outras drogas, legais ou não. Se a nossa sociedade preza pela igualdade, e o direito reflete os anseios sociais, com a criação de discriminantes positivas, por que discutimos apenas a vulnerabilidade da mulher, que sofre agressões sexuais em estado de embriaguez? O álcool causa praticamente os mesmos efeitos, independente do gênero, mas por qual motivos excluímos os homens? Negligência, desrespeito, desinformação, tradicionalismo...inúmeras são as respostas.

3. ABORTO

Indo um pouco mais a fundo na temática, a nossa legislação prevê o aborto legal, também conhecido como sentimental, em casos de estupro, e estamos numa fase importante, em que o STF discute a descriminação da interrupção da gravides até a 12ª semana de gestação.

Mas Sara, por que você pretende falar de aborto, se o homem não engravida? Porque o homem pode ter sido vítima de um estupro, e em decorrência dele a agressora engravide. O feto embora não seja continuação da mulher, está no corpo dela, então quem decide é ela? Mas esse homem terá que conviver com um filho que ele não quis, fruto de uma relação sexual não consentida (e talvez nem mesmo lembrada por encontrar-se em estado de inconsciência alcóolica), quando a mulher conhecia a incapacidade de resistência e consentimento do homem, e usou de sua vulnerabilidade para a prática, que talvez em consciência não aconteceria, ou caso acontecesse seria uma relação com a devida proteção? Mas e se a agressora aguardou a vulnerabilidade do homem simplesmente para engravidar dele? Esse homem, que não teve a capacidade de consentir, será obrigado a pagar pensão para o fruto de um estupro, caso a mulher requeira?

O que diz o nosso código sobre o aborto:

Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

O inciso II traz o caráter sexista e misandrico das nossas leis, em que até mesmo no que tange ao estupro, o código não aborda a possibilidade do homem decidir a respeito, quando vítima, ao expressar que depende do consentimento da gestante e não da vítima. A lei 12.015/09 incluiu o homem como sujeito passivo do crime de estupro, mas ignorou a gravidez decorrente do ato. O aborto é para casos extremos e inclusive sou contra (salvo para manutenção da vida da gestante, por seu caráter imediatista e ausente de soluções concretas), todavia se existe uma lei, é ela que devemos seguir (princípio da legalidade), mas pautada na igualdade. Um homem que foi violentado não pode decidir se quer o aborto, por que? Por que a mulher estuprada tem direito de escolha e o homem não? Onde está a proteção aos interesses da vítima masculina? Em lugar algum, pois o filtro ético das nossas leis encontra justificativas nos interesses exclusivos das mulheres, travestido de um machismo tradicional e protetor, que coloca o homem em situação de desigualdade.

4. ABANDONO AFETIVO E MATERIAL

A gravidez pode ser o fim desejado do ato criminoso, o estupro do homem quando incapaz de oferecer resistência, mas quem se importa? Nem mesmo os nossos legisladores, que são parciais. Por que o homem pode ser obrigado a conviver com o filho gerado no estupro e a mulher em situação igual tem opções? Apenas a mulher sofre consequências e traumas da gravidez resultante de estupro?

“Não se pode compreender como um capricho criminoso que ensejou um coito desejado pela mulher poderia dar lugar a outro capricho, agora abrigado pela lei, em eliminar a vida intrauterina. Isso seria o cúmulo da banalização do desprezo pela vida humana em sua fase inicial. [...] Seria absurdo sobrepor o interesse do vitimado em não pagar pensão ou dividir seu patrimônio em sucessão à vida humana em formação”. (Eduardo Luiz Santos Cabette)

Por que o interesse da vítima, quando mulher, se sobrepõem a vida intrauterina e ao homem não pode ser oferecido o mesmo tratamento? Por que a vontade da mulher é legal e do homem é um mero capricho, mesmo quando a intensão da abusadora foi latente? Até quando o homem será visto apenas como banco, fonte de renda e não como sujeito de direitos?

5. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS PENAIS

Inúmeros defensores do aborto em caso de estupro dizem não se tratar de transferência da pena para o feto, inocente, com fulcro no princípio da intranscendência, mas um direito da mulher. Por qual motivo, se o homem, vítima de estupro, requerer o aborto, a pena da mulher abusadora, estaria a se estender ao feto?

A ausência de lacunas permite o uso da analogia, todavia apenas a analogia in bonam partem, logo, não podemos realizar a analogia in mallam partem, para a prática de aborto decorrente do estupro de um homem, pois prejudicaria a agressora, interessada na gravidez para manutenção do relacionamento ou capitação de “recursos”.

Ignorar a existência do homem, como vítima de estupro e que dele pode decorrer uma gravidez (ou ser o fim desejado da empreitada criminosa), é ignorar também o princípio da igualdade (artigo , inciso I, CF) e abraçar a seletividade normativa e social.

O princípio da dignidade humana, basilar do ordenamento jurídico pátrio, se aplica nas relações penais, entretanto, não deve ser assegurado apenas aos réus ou condenados, mas também à vítima, que carrega danos físicos, psíquicos, morais e também patrimoniais.

O desmerecimento do estupro de homens, bem como discussões sobre a possibilidade de aborto – oferecido as mulheres em igual situação, traduzem dois princípios que resumem todo o tratamento ofertado aos homens em nossa atual sociedade: princípio da insignificância e princípio da adequação social. O primeiro verte que o sofrimento e lesões ao homem não importa, não são relevantes, e não merecem atenção. O segundo tange a aceitação da sociedade de uma prática criminosa, tipificada em lei, que romantiza e ao mesmo tempo ameniza atitudes ilegais do sexo feminino, ao bel prazer de privilegia-las. Ambos refletem o aceitar de qualquer conduta que prejudique o homem em detrimento do melhor interesse da mulher.

6. MARKETING IDEOLÓGICO

O caráter misandrico contempla a verdadeira prática institucional legalizada pelo próprio Estado contra os homens, meio a corrupção legislativa e interesses público, um completo desvio sistêmico do dever de um Estado Democrático de Direito. Ignorar a existência dos homens e seus direitos não é uma forma de discriminante positiva, é uma forma de discriminação ao gênero masculino, em benefício do feminino.

7. DIREITOS DO HOMEM VÍTIMA DE ESTUPRO

Criou-se uma cultura que impede o homem de ter fraquezas emocionais, assim como de ser vítima, e com isso construiu-se práticas criminosas livres de qualquer discussão, pois tocam o ego masculino, construído por uma sociedade que não permite a reconstrução de papeis com a efetiva inclusão e igualdade de todos. A igualdade atual é um mero jogo de poder em que se omite as novas vítimas, com uma simples inversão do sujeito passivo pelo ativo. Dia após dia os homens se calam, perdem a voz e são obrigados a aceitar crimes contra si mesmos, com a anuência do Estado, que monopoliza o conceito de vítima e seleciona os que podem ou não sofrerem as consequências de um estupro.

O homem, enquanto vítima de estupro, não pode narrar o crime, pois será ridicularizado, afinal é um privilegiado ou sortudo em satisfazer sexualmente uma mulher, mesmo que incapaz de decidir se assim o queria. O homem, enquanto vítima de estupro, não tem o direito de escolher se quer o filho ou se pode abortar, como a mulher o faz. O homem, enquanto vítima de estupro, quando a mulher praticou o crime com o único fim de manter o relacionamento ou obter vantagens financeiras, não tem alternativas a não ser o pagamento de pensão e caso não faça, será preso, assim como responder por abandono material, mas também afetivo, pois aos nossos magistrados e legisladores tal crime é impraticável.

Hobbes explica perfeitamente a legislação e a sociedade atual, quando diz sobre o “estado da natureza”, vivemos "uma guerra de todos contra todos", em busca da dominação e exploração do outro, todavia a dominação ao masculino tem amparo legal.

Referências: https://www.conjur.com.br/2009-set-26/mulher-sujeito-ativo-crime-estupro-consequencias?página=5

  • Nota: a autora não defende a prática de aborto, todavia, diante da liberalidade da lei em conceder à mulher vítima de estupro, o poder de decisão sobre a continuidade ou não da vida intrauterina, o mesmo deve ser oportunizado ao homem vítima de estupro, com base na igualdade e isonomia da lei.
  • Contato: https://www.instagram.com/saraproton/

172 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Nunca li tanta besteira na minha vida, sinceramente. Ainda mais vindo de uma mulher. continuar lendo

Eu to chocada. continuar lendo

Laíce, eu não tenho nem palavras, não consigo nem expor minha opinião aqui de tão abismada que tô. continuar lendo

@souzarangelari igualmente, eu não sei nem o que falar. continuar lendo

eu to literalmente passando mal com isso continuar lendo

Somente mulheres são frágeis, somente elas podem ser estupradas, onde se instaurou por elas mesmas o estereótipo de que homem não pode ser fraco, não pode ser estuprado, não pode sofrer violência, são todos supermans... chocado estou em ver esses comentários, maior prova de que temos muitas mulheres que são sexistas e realmente feministas de plantão, só enxergam seu lado, lamentável... continuar lendo

nao, @davidfont2016, meu choque não é quanto à possibilidade (óbvia) de homens serem abusados e estuprados, o meu choque advém da (falta de) lógica de homem abortar.

Sou completamente contra o conceito errado de que homens tem que ser supermans, afinal se defendo a igualdade, devo defender a vulnerabilidade de todos os indivíduos e a defesa dos mesmos. sou contra expor homem ao ridículo, sou contra hiperssexualização masculina, sou contra tudo aquilo de homem ter que reprimir emoções, todo o conceito de "macheza" é completamente tóxico para os próprios homens, por sofrerem tanta repressão, para serem rochas sólidas.

Homem pode ser estuprado, claro, e o (a) estuprador (a) deve ser levado à Justiça e punido (a).

Agora homem abortar? Meio inconcebível. continuar lendo

e outra @davidfont2016, quem criou esse conceito de macho, foram os próprios homens, que se estereotiparam para não serem de forma alguma ligados a características que eram "femininas", como emotividade, sensibilidade e possibilidade de abuso. continuar lendo

@davidfont2016 feminista e femista são coisas diferentes. feministas buscam a igualdade e equidade, para equilibrar e beneficiar os sexos de forma a abolir papeis limitantes de gênero e estereótipos nocivos, entre eles o que homens não podem ser estuprados, ou que homens são obrigados a prover no lar. Femistas querem inversão de poder. continuar lendo

Larissa Rangel. Besteira? Provavelmente você é feminista que acredita que somente as mulheres são as coitadinhas da sociedade.

Estupro de meninos e homens é uma realidade, basta olhar para história e para os crimes cometidos por diversos psicopatas (homens e mulheres), alguns deles (as), inclusive, pseudo líderes religiosos (as).

A grande diferença dos crimes sexuais cometidos contra meninos e homens é que estes não têm coragem de expor que foram vítimas de tais crimes, tais como as mulheres o fazem.

Hoje existe um discurso exagerado de vitimização da mulher, de vitimização de gays, como se vocês fossem seres absolutamente delicados e perfeitamente morais, incapazes de cometer alguma atrocidade, o que, obviamente, não é verdade!

A luta não é por "direitos iguais"? Pois que tenhamos direitos iguais, independentemente de cor, sexo ou opção sexual! continuar lendo

Laíce, eu te explico: se o homem está bêbado, da mesma forma q a mulher bêbada com quem algum homem faz sexo, é vítima de estupro, o homem muito bêbado q for ESTUPRADO por uma mulher, deve ter o direito de exigir o aborto dela, se ela engravidar, pq ele não quer ser pai de algo q lhe trará muita dor: lembrar q a safada abusou dele quando estava quase inconsciente e sem forças para reagir. É uma simples questão de lógica. continuar lendo

Acho que as feministas de plantão estão se recusando a entender o fato de que o aborto que se fala aqui é aquele em que o homem engravidou a sua agressora, coisa que pode acontecer, sim, querendo elas ou não.

Dá para ver a corrente ideológica quando querem exigir que todas as mulheres, que "devem ser livres para pensar e agir", ousam discordar delas.

É o famoso "seu corpo, minhas regras". continuar lendo

Eu to partindo da premissa que a autora só quer ibope mesmo, pq me recuso a acreditar que ela realmente pense assim continuar lendo

Não demorou para as misandricas histéricas aparecerem. A lógica é bem simples, se a mulher estuprou o homem (sexo sem consentimento ou roubou o sêmen) ele tem (ou deveria ter) o direito de solicitar o aborto. continuar lendo

Quando uma criatura vem querer "explicar" algo sobre "femismo" (para criar um espantalho, usando palavra que não existe, para tentar livrar a cara do feminismo), já sabe-se o nível da desonestidade intelectual. continuar lendo

E pior, o único argumento dessas tais "feministas" é "estou chocada", "ain abismada aqui", ao invés de tentarem ao menos debater e refutar a lógica do argumento da autora, que evidentemente não quer dizer que homens engravidam, e sim que podem ocorrer abusos em que homens são forçados à relação sexual e, consequentemente, engravidam suas abusadoras. Ou será que nunca ouviram falar de mulheres que engravidam para manterem um relacionamento, ou para obterem algum ganho financeiro? Vai ser cega assim no inferno ! continuar lendo

"Sabe de nada, inocente"...rs

Trata-se da oportuna discussão quanto ao direito de se exigir aborto da mulher comprovadamente agressora.

Conheço casos de homens nessa situação...o complicado, no meu entender, é o homem comprovar que foi vítima de estupro. continuar lendo

Henrique se a palavra da mulher basta, no caso do estupro feminino, pq a palavra do homem não deve bastar, no caso de estupro masculino? Direitos iguais para todos. Se ele disser q foi estuprado, q não foi consensual e quer q a mulher aborte, pq não quis fazer sexo com a dita cuja e não quer ter filhos com ela, ele tem q ter o mesmo direito que uma mulher estuprada tem de não parir um filho de seu estuprador. Não há a mínima dúvida quanto a isso. Pq ele seria obrigado a sustentar e dar o nome dele ao fruto de um ato ignóbil de violência desse, como o estupro é? continuar lendo

Existem relacionamentos abusivos em ambos os lados sim. E as consequências para o homem podem ser tão nefastas quando para as mulheres, querem um exemplo?

Uma mulher que age com jogos psicológicos e não aceita o fim do relacionamento é capaz de se valer de uma falsa denúncia de Maria da Penha ou até de abuso sexual seu ou do filho do casal. Isso é um fato e está provado estatisticamente.

O que pode resultar? O encarceramento do homem, estupro na cadeia e até morte.

Então, nas devidas proporções, pode haver o fim da vida de ambos em caso de relacionamento abusivo.

Mesma coisa com o estupro. continuar lendo

Ótimas considerações Luiz, inclusive essas condutas são todas próximas. A mulher que é violenta/abusiva é assim com os filhos também, em diferentes proporções. Uma mulher que abusa sexualmente de uma criança ou permite que um adulto faça ou filme, por exemplo, é a mesma que manipula o homem, que abusa sexualmente dele, que questiona a virilidade em caso de rejeição, que inventa falsos estupros, que aliena o filho... O desequilíbrio afeta todo e qualquer tipo de relação, e infelizmente tanto homens quanto mulheres praticam, entretanto, a mídia só aborda um dos lados... continuar lendo

Parabéns pelo artigo e pela coragem!

Concordo que todo o histórico e as notícias diárias de agressões e abusos contra as mulheres as deixam com medo, e deveria mesmo... Porém, chegamos ao ponto de que um homem não pode mais flertar com uma mulher, fazer um elogio, ser gentil.. tudo vira motivo para uma demonialização do sexo masculino.

E para as mulheres que pensam que assédio só acontece com elas, estão muito enganadas.. eu mesmo já sofri assédio em ônibus/metrô, e fiquei em uma condição em que se reclamasse daquilo seria chamado de "viado", que "não gosta de mulher", "baitola" que correu... Temos que aceitar aquilo sem falar nada.

Essa generalização de que nenhum homem presta, todos são animais incapazes de sentir sentimento e compaixão, é o grande mal que esses debates proporcionam, e que foi inflamado pelos atuais movimentos feministas, que deveriam debater a igualdade de gênero e não a crucificação do sexo masculino. continuar lendo

Obrigada Matheus, pelo comentário e pelo seu relato!

Infelizmente vivemos a era em que as mulheres exigem apenas os direitos delas, a todo custo, o que deixa de ser direito e passa a ser autoritarismo. O problema disso tudo é que o Estado incentiva, com políticas públicas e criação de leis com falso teor de discriminante positiva.
É conveniente p/ vários órgãos a atribuição ao homem por todo tipo de culpa, ao invés de assumir a proporção dos problemas e da violência no país. Lamentavelmente somos um país violento, com pouca noção de respeito e enquanto culpabilizarmos um gênero, o resto fará atrocidades inclusive contra crianças, que cresceram e repetirão os atos sofridos e o ciclo nunca vai parar.
Se todo mundo aceitar, fingir que não sofre com isso, jamais haverá mudança. As próprias mulheres acreditam que têm o direito de violar um homem, pois ninguém questiona. Como você bem colocou, os outros que presenciam o ato, ridicularizam o homem, as vezes os próprios amigos.

Naturalizamos qualquer tipo de violência contra o homem, principalmente se o sujeito ativo for uma mulher. continuar lendo

Você não é obrigado a nada, Matheus, nem a gostar de mulher e nem por isso pode ser desmerecido. É preciso ter muita coragem pra enfrentar os mitos da sociedade, os preconceitos, etc. Você mesmo tem medo de ser chamado de "viado" - e se fosse, alguém tem algo com isso? Então você deve sim denunciar e fazer valer sua vontade. As mulheres não são as únicas a serem assediadas, mas parece que são as únicas que denunciam. Não entendo mesmo tanta valentia de boa parte da classe em oprimir as mulheres e temer uma simples denúncia. Fica claro que é coisa de quem não passa por isso - é mais fácil denunciar do que sofrer assédio viu. continuar lendo

Vivian, não é tão simples assim, o homem não relata o assédio e tampouco o estupro por inúmeros mitos, entre eles, o que diz erroneamente que um homem abusado será um abusador; assim como por receio de ter a sua masculinidade/virilidade questionada. É lamentável, mas é a nossa cultura - que precisa ser mudada, pois isso não aflige apenas homens, mas os meninos, que em tenra idade sofre abusos sexuais e que os próprios pais não denunciam por ver o menino como privilegiado, mas também por medo de causar problemas na sexualidade da criança. O abuso e a ausência de denúncia não é culpa do homem, assim como também não é da mulher, quando vítimas. Abs continuar lendo

Poderiam eles mesmos começarem a mudar, denunciando e mudando a atitude. E a primeira é a que o próprio Matheus citou, um homem não pode fazer elogio. Não pode se a mulher não pediu, isso é ofensivo, e uma pessoa que defende seu direito deve preservar o do outro. Em segundo que "ter medo de ter a virilidade questionada" é outro mito machista da sociedade. Cada um pode ser o que quer. Quando os homens e as mulheres decidirem de fato a se respeitarem, e respeitarem o direito do outro, inclusive o dos homossexuais, essas questões perdem o sentido. continuar lendo

O que a mera presença do artigo e seu título aqui no jusbrasil evidenciam é estarrecedor: pessoas entram no link, leem somente o título e comentam qualquer idiotice sem ao menos ler o corpo do artigo e seus argumentos.

Chocados estamos nós com tamanha limitação intelectual a ponto de rebater os argumentos do texto com pensamentos do tipo "estou chocada", "ain, não acredito que li isso". Muitos ainda se intitulam advogados! Será que em uma contestação rebatem os argumentos da parte contrária sem lê-los? Ou com frases do tipo "o que o autor alega é absurdo, eu não concordo e fim de papo"?

É gente dizendo que homem não engravida; que homem, por ser mais forte fisicamente, não é vítima de estupro; que o baixo número de estatísticas sobre o assunto não permite que esse tipo de debate aconteça, já que as mulheres são as maiores vítimas; deficiência crônica de interpretação de frases simples; outros exigindo a censura prévia do artigo; uns crucificando a autora e a adjetivando das maiores e diversas barbaridades por trazer o tema à baila, num claro sinal de autoritarismo justamente daqueles que dizem lutar por liberdade.

É um festival de imbecilidades.

Deus nos livre desses "operadores do Direito", que sequer conseguem entender que uma moeda possui dois lados distintos.

É muito triste o que fizeram com as academias, ao invés de operadores, pensadores, formam militantes ideológicos autoritários que repudiam ideias diversas das posições que defendem.

Churchill, o profeta, deve estar se revirando no túmulo. continuar lendo

Concordo. Por alguns minutos pensei estar em uma página do Facebook com comentários desse nível. continuar lendo