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18 de Agosto de 2019

Mães Carcereiras: crianças vítimas de Alienação Parental

Sara Próton, Advogado
Publicado por Sara Próton
há 4 meses

Muitos gritos ouvi,

alguns socos senti

e bem-vindo não era ali.


Meu pai quase enfartou

e até mesmo chorou

quando a minha mãe contou que não nasceria.


Várias soluções ele deu,

até mesmo dinheiro ofereceu

para prolongar a minha vida.


Ela, relutante,

decidida em não ser uma gestante

simplesmente sumiu.


A polícia meu pai chamou

e com muita sorte na porta do “açougue” a encontrou.

Doparam-na e trancada por uns dias deixaram-na,

então ela me aceitou.


Comia tudo o que eu pedia,

até mesmo o que eu não queria

porque meu pai sabia que devia


Muito carinho eu recebi, realmente amado eu me senti

Mas a briga recomeçou quando o mundo externo atravessou

A escolha do meu nome desenterra, a versão cão de guerra, da minha mãe.


Meu pai não podia me trocar, porque ele iria me quebrar

Meu pai não podia me banhar, porque ele iria me queimar

Meu pai não podia me alimentar, porque ele iria me sufocar

Meu pai não podia me carregar, porque ele iria me derrubar

Meu pai não podia me amar, porque ele iria me roubar.


Muitos traumas minha mãe tem e o egoísmo ela não superou

Tratado como um boneco dela, ela sempre me amarrou

Viagens inesperadas, rotinas variadas, crescendo em quartos de hotel

Meu pai ela dizia ser cruel


Ela sempre me sufocou,

do meu pai ela me tirou,

para inconscientemente recompensar

O dia que minha vida ela planejou retirar.


Dizia não ser egoísta, mas pensar no meu bem

Mas cresci como refém

De uma carcereira documentada

Apoiada por um Estado alienador,

Que nem mesmo licença em igual prazo meu pai ganhou.


A carcereira não acordou, e quando o tempo passou

Meu pai falsamente ela acusou

Porque a minha guarda ele buscou.


Um escarcéu ela montou

De todas as formas encenou

Até pessoas ela arrumou

Para afastar o meu pai.


Preso ele ficou,

Algumas costelas fraturou,

Fome passou e doenças pegou


E se matou sem poder me abraçar...

Hoje, 25 de abril é o Dia Internacional contra a Alienação Parental, e esse ano um enorme pesar por uma Ministra da Família – Damares Alves - que luta contra a Lei de Alienação Parental (12.318/2010), e diz que é uma invenção dos homens para retirar os filhos de suas mães, uma violência psicológica contra as mulheres e que ela não permitirá que nenhuma mãe fique sem os seus filhos – um retrocesso social, jurídico e HUMANO, além é claro de ginocentrismo, leviandade e porque não, o famoso “feminismo de direita”.

Fala lamentável, asquerosa, repudiável e contrária ao interesse da criança e também ao exercício dos direitos paternos. Mas essa fala não é recente, iniciou-se quando o ex Senador Magno Malta disse que aprovar a Lei de Alienação Parental foi um erro, na CPI dos maus-tratos em 2018.

FILHO NÃO É PROPRIEDADE, OBJETO DE REVANCHE, OU INSTRUMENTO DE VINGANÇA, É UMA VIDA QUE MERECE RESPEITO E DIGNIDADE! A alienação parental deve ser criminalizada, pois destrói o desenvolvimento psicossocial da criança, afeta sua autoestima e saúde – para a vida inteira!

Uma frase que se repete incansavelmente, perdi as contas de quantas vezes ouvi em relatos de homens e das próprias mulheres, que dizem com naturalidade. Ser pai não é ser um demônio, DEMÔNIO É QUEM DESTRÓI A VIDA DE UM FILHO E IMPEDE O CONTATO COM O GENITOR POR MERA VINGANÇA; POR ACREDITAR QUE O FILHO É EXCLUSIVAMENTE DA MULHER POR TER SE DESENVOLVIDO NO SEU ÚTERO; OU COMO “RECOMPENSA” PARA ALIVIAR A CONSCIÊNCIA POR TER DESEJADO O ABORTO NO INÍCIO DA GRAVIDEZ - e o caminho mais fácil tem sido as falsas acusações de violência doméstica e de estupro (art. 2º VI LAP)

Quem brinca com a vida de uma criança inocente e vulnerável, é capaz de tudo! É preciso repensar!

Uma frase cotidiana, e para alguns, inofensiva... Porém carregada de egoísmos e violências, não apenas contra o pai, mas contra a criança! Filho não é propriedade, objeto, instrumento de barganha, vingança ou continuação do útero, filho é um ser humano que merece ser respeitado e PROTEGIDO! Proteção essa que inclusive pode ser contra as próprias genitoras (genitores e qualquer outro familiar).

Nesse emaranhado de ofensas e violências, terceiros se metem e dizem: "ela não pode ficar com o pai", "vc está certa, ele não sabe cuidar", "não cuida nem dele, quer cuidar de uma criança?!", "O filho é seu, vc que gerou, quem manda é vc!"...

A desculpa para a ALIENAÇÃO PARENTAL é comum: não sabe cuidar, mas cuidado não é seguir exatamente as regras da mãe, cuidar é dar afeto, amor e PAZ, uma criança precisa muito mais de amor, que de um bico combinando com o sapatinho. É direito da criança ter a presença do pai, ser coberta de afeto e crescer com as devidas referências. E quem disse que homem não sabe cuidar, está muito enganado, não só sabe, como realmente cuida, tem uma dedicação extraordinária e além!

O HOMEM TEM O MESMO DIREITO E A MESMA VONTADE DE EXERCER A PATERNIDADE QUE A MULHER! E A CRIANÇA TEM O DIREITO DE RECEBER O AFETO DE AMBOS! A raiz do problema é que as mulheres insistem em ser titulares de direitos que não são delas, e tampouco dos homens, mas dos filhos: AFETO e RESPEITO, dignidade humana!

Ser contra a Lei de Alienação Parental é ser contra a família, contra as crianças e contra os homens, que são quantitativamente as maiores vítimas, só não são mais que as nossas crianças! Ao invés da sociedade evoluir, alguns querem regredir! Dia 25 de abril, dia de lutar não apenas contra a prática de alienação, mas lutar contra os "lobos em pele de cordeiros" , que dizem defender a família, mas que em cada atitude carregam a própria destruição.

A ALIENAÇÃO PARENTAL É UM DESDOBRAMENTO NATURAL DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA OS HOMENS, antes de violentar as crianças, a mulher já violenta o companheiro. Antes de desmerecer e retirar a autoridade de pai, já retirou a de homem!

“Me casei com uma desequilibrada parental, tivemos duas filhas, foram demasiadas implicâncias, deixei de ser bolsista e parei de tocar meu instrumento (trombone) numa orquestra acadêmica educacional, parei de praticar ciclismo de estrada, afastei-me de amigos, parentes, perdi emprego por causa de ciúmes, ela ligava em todos os andares do hospital onde eu trabalhava, entrava em conflito com atendentes. Certa ocasião, o marido de uma fornecedora faleceu, eu emiti uma nota de falecimento, e ao receber o agradecimento que dizia ‘obrigado pelo carinho’, minha esposa, covardemente me agrediu enquanto eu dormia. Posteriormente, passamos a trabalhar na mesma empresa, quando descobri que ela me traía com o gerente, e na igreja que frequentávamos ela também tinha outros quatro casos extraconjugais. Após descoberta, veio o divórcio e consequentemente os atos de alienação parental, abuso moral e tortura psicológica, colocando nossas filhas como moeda de troca. Insultou a cabeça do atual cônjuge para me agredir frente minhas filhas em pleno dia dos pais etc. Meu nome é********, Whatsapp***********, e-mail *******. Poderei detalhar melhor sobre as agressões físicas e psicológicas que sofri enquanto casado.” (PRÓTON, Belas e Feras – p. 73. 2018)

Há quem diga que alienação é mentira... E há quem se cale diante dela.

Criminalização da alienação parental: uma proteção à vulnerabilidade da criança: https://canalcienciascriminais.com.br/criminalizacao-alienação-parental/

Magno Malta: https://www.instagram.com/p/BwYQauMB6X2/

Damares: https://www.instagram.com/p/BwZwYJQhSwA/

Belas e Feras – A violência doméstica da mulher contra o homem. 2018, Manduruvá, Belo Horizonte/MG.

5 Comentários

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Quem é o (a) autor (a) desse trágico e impactante poema...? continuar lendo

Sara Próton rs...
Tentei transformar um dos vários relatos que recebi em poema

Fico feliz que tenha gostado, David! continuar lendo

Sim, esse é o papel da arte: retratar uma realidade perversa por meio do lúdico, do onírico, do idealizado e dessa maneira transformar essa situação...! continuar lendo

Como diria o famoso escritor J. R. R. Tolkien, um poema "belo e terrível"...! continuar lendo

Parabéns Dra. pelo artigo sobre alienação parental. continuar lendo