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14 de Outubro de 2019

PF prende 2 mulheres envolvidas em mais de 30 estupros dos próprios filhos, tortura e compartilhamento de pornografia infantil

Sara Próton, Advogado
Publicado por Sara Próton
há 24 dias

“Operação Pedomom apura ainda a publicação de imagens dos abusos em fóruns da Deepweb dedicados especificamente a abusos sexuais praticados por pais e mães; os abusos eram praticados contra um MENINOS e uma menina de 11 e 5 anos”. Divulgado pela assessoria de imprensa da PF de São Paulo.

“De acordo com a corporação, as mulheres seriam ex-namoradas de um homem que foi preso em maio deste ano em Iguape, no Vale do Ribeira, em São Paulo, durante a primeira etapa da operação. Na época, a investigação foi deflagrada com base em informações da Interpol sobre a detenção de um casal de ucranianos que produzia e distribuía arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil. A PF identificou, após análise de laptop e de celulares apreendidos com o homem grande volume de arquivos com cenas de abuso sexual praticadas por ele em companhia de duas mulheres, tendo duas crianças como vítimas.

Com a continuidade das investigações, a corporação identificou as duas mulheres e encontrou, nos arquivos apreendidos, registrados de MAIS DE 30 ESTUPROS, ALÉM DE IMAGENS DE TORTURA PRATICADA CONTRA UMA DAS CRIANÇAS. Segundo a PF, foi possível identificar que A MÃE DAS CRIANÇAS PRATICOU CERCA DE 20 ATOS DE ABUSO SEXUAL CONTRA O FILHO. Os estupros eram filmados pelos agressores e os vídeos eram posteriormente trocados em fóruns da Deppweb. Publicação de pornografia infantil tem pena de 3 a 6 anos de reclusão e estupro de vulnerável de 8 a 15 anos” (Estadão, 19.09.2019)

As pessoas estão surpresas, mas esse fato não é novidade: ao longo da história as vítimas das mulheres se restringiam ao ambiente familiar, filhos, pais idosos e marido – só após a inserção no mercado de trabalho e aquisição dos mesmos direitos que os homens que a criminalidade feminina mudou, e assim como o feminino ganhou direitos, conquistou espaço para novas práticas criminosas, antes restritas ao masculino.

Conforme Andrade, (2000, p. 2), “desde os egípcios e mesopotâmios, passados pelos romanos e gregos, até os povos medievais e europeus, não se considerava a infância como merecedora de proteção especial”. Entretanto, hoje é inegável a necessidade de uma formação sadia e apropriada as fases de desenvolvimento, e para isso conta-se com o amparo legal, institucional, médico, social e familiar. Hodiernamente, a violência sexual é crime contra a dignidade da pessoa humana, amparado pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, bem como a Declaração Universal de direitos Humanos.

De acordo com a Polícia Federal, a cada dez pedófilos, um é mulher:

Desde 2001, trabalhamos com esses casos e podemos dizer que a atuação feminina vem aumentando sensivelmente. Isso faz cair por terra a ideia de que só quem pratica a pedofilia é o homem. (Delegado Adalto Martins, chefe da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal)
Apesar de raros, existem registros de mulheres com diagnostico de pedofilia e estima-se que estes sejam sub-representados em relação à realidade da pedofilia feminia (Cohen &Galynker; Elliot, 1992 citado por Cordeiro, 2008; Seto, 2009)

Não é de hoje que mulheres praticam crimes contra a dignidade sexual dos filhos, a diferença é que pela ausência de vestígios físicos poucos casos são descobertos – pela ausência de penetração, raros casos chegam aos hospitais, salvo manifestação de doenças sexualmente transmissíveis na criança. Mulheres praticam masturbação, sexo oral e ensinam que a criança os façam, entre outras práticas diversas da conjunção carnal.

Mulheres também auferem lucro com o estupro dos filhos (exploração sexual Art. 218-B, Código Penal), enquanto outras permitem que o companheiro pratique os estupros como moeda de troca para não ficarem sozinhas; já outras simplesmente não se importam com a segurança e bem estar dos filhos e vivem expondo as crianças aos rodízios de padrastos – e convenhamos, um estranho que dorme na sua casa pode fazer o que quiser com seus filhos e simplesmente não voltar no dia seguinte, e o mesmo se aplica ás mulheres que se relacionam com mulheres, porque estupro independe de gênero, dos sujeitos passivos e ativos.

Já as mulheres da notícia estupravam os filhos, permitiam estupros e filmavam – fato que também não é novo. A primeira vez que ouvi a respeito ainda era adolescente, realizando trabalhos sociais em algumas comunidades em Belo Horizonte e cidades do norte de Minas, em especial quanto a exploração sexual (colocar filhos para prostituir em troca de dinheiro, aluguel pago, alimentos – e outras era a forma de pagamento que as mães conseguiam, para que um homem dormisse com elas – mas era tão nova que não entendia a gravidade daquilo tudo) Anos mais tarde, em meu primeiro estágio perdi a conta de quantas conversas entre “pedófilos” li durante minhas férias, em que resolvi passar dentro da vara pesquisando a respeito e tentando compreender o que estava por trás daquilo tudo, e confesso que ao final do primeiro dia voltei para a casa e passei a noite inteira chorando, numa mistura de me colocar no lugar das crianças com a descoberta da capacidade maléfica do ser humano: que não tem gênero, cor, religião, classe social, profissão, altura, peso definido, pode vir de qualquer um. Conversas de como a esposa preparava os filhos para os dias dos estupros, com sinal de deixar a porta entre aberta, ou mães que filmavam para depois se “entreterem sozinhas” assistindo; mães que sabiam dos abusos e que quando estavam felizes com algum presente que o marido havia dado, convidavam um “coleguinha” do filho para passar a noite por lá, mas encerrarei por aqui e vamos à alguns dados para não parecer uma alucinação de quem parece uma “defensora dos direitos dos homens”, quando na verdade é uma defensora da verdade e dos direitos humanos das pessoas, independente de quem seja – e que antes de publicar o primeiro livro, “Belas e Feras – a violência doméstica da mulher contra o homem”, caminhou e muito pelos crimes sexuais...

Dados de 2009 a 2014 do registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde:

  1. 63% dos casos de abuso sexual infantil ocorreram dentro da residência;
  2. 44,6% dos meninos sofreram abuso sexual entre os 5 e 9 anos de idade
  3. 71% dos casos os abusadores eram alguém de confiança da vítima

Segunda o OMS, estima-se que 27% dos meninos até os 12 anos de idade sofreram ou sofrerão algum tipo de abuso sexual.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA:

  1. as mães são responsáveis por 2,3% dos estupros de crianças até os 13 anos
  2. as mães são responsáveis por 3,2% dos estupros de adolescentes de 13 a 17 anos

Faz-se mister ressaltar novamente, que os números dizem respeito apenas aos casos que chegam aos hospitais em decorrência de lesões.

Dados internacionais: relatórios de "Child Maltreatment" do DHHS, entre 2001 e 2006:

  1. das crianças abusadas por um dos pais entre 2001 e 2006, 70,6% foram abusadas por suas mães, enquanto apenas 29,4% foram abusadas por seus pais;
  2. das crianças que morreram nas mãos de um dos pais entre 2001 e 2006, 70,8% foram mortas pelas mães, enquanto apenas 29,2% foram mortas por seus pais
  3. os meninos constituem 60% das mortes infantis. (Tabela 4-3, p. 71, Child Maltreatment 2006) relata que 675 meninos morreram em 2006 em comparação com 454 meninas)

Mais sobre o tema, leia o artigo cientifico completo: Abuso sexual de meninos: um crime praticado por mulheres https://saraproton.jusbrasil.com.br/artigos/739336713/abuso-sexual-de-meninos-um-crime-praticado-por-mulheres

Mulheres pedófilas: precisamos falar delas https://saraproton.jusbrasil.com.br/artigos/566664649/mulheres-pedofilas-precisamos-falar-delas

Abuso sexual de homens: um crime que começa na infância https://canalcienciascriminais.com.br/abuso-sexual-homens-infancia/

Contato: https://www.instagram.com/saraproton/

2 Comentários

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E incapazes são os portadores da síndrome de DOWN?

Nada incapacita mais o ser humano do que a ignorância. continuar lendo

Meu Deus! Quanto mais sei, menos acredito....pena continuar lendo