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23 de Outubro de 2020

Mulher que levou 5 tiros e beijou o homem durante o Júri disse que o acusaria de estupro

Sara Próton, Advogado
Publicado por Sara Próton
há 9 meses

A notícia que circula durante a semana, com inúmeros comentários, mas o principal está apenas em um site: "ela descobriu mensagens do namorado para OUTRA mulher. Após isso ela disse que ficaria com os amigos dele e que O DENUNCIARIA POR ESTUPRO. Após isso ele saiu do local e voltou com a arma"

Surpreso? Não fique querido leitor...essa é lamentável realidade do país em que você vive, em que um número elevado de mulheres desvirtua as leis, despreza o sofrimento de vítimas reais de estupro (e violência doméstica), zomba da polícia e Judiciário, joga o dinheiro dos nossos tributos fora e não ressarce o erário com tudo o que foi gasto com suas falsas acusações.

Um Júri custa ao Estado no mínimo 10 mil reais (ao menos em Minas Gerais), e esse homem condenado não deveria estar nesse júri se não existisse essa indústria das falsas acusações. Ele achou melhor ser um assassino que estuprador, afinal ele seria linchado ou teria a vida destruída. Ela reconheceu a culpa dela, mas devolverá aos cofres públicos o valor gasto com o inquérito, processo, júri ? Não vai, mas deveria! Você viu em algum jornal e noticiário a fala dela completa ? Não, pois os jornais como sempre noticiam apenas o que querem e como querem, para influenciar você e a população inteira a caírem no conto do feminicídio - mas como advogado é demasiadamente vergonhoso você reproduzir notícias sem saber o que realmente aconteceu, e influenciar outras pessoas leigas a pensarem como você, exceto é claro se o seu público é composto por mulheres, entretanto se você atende homens você apenas "dá um tiro no pé" e está perdendo uma clientela imensa.

Se todos noticiam o mesmo fato e de modo semelhante, a probabilidade de ser uma farsa é imensa. Não acredite em tudo que a maioria diz, tenha criticidade, pesquise... já dizia Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar".

Vamos ao link para a notícia.

Mas o que aprendemos com isso?

1️⃣ NÃO EXISTE CRIME DE FEMINICIDIO, ninguém morre por ser mulher (exceto quando se arrancam os genitais, por exemplo), as pessoas morrem por ciúmes, posse, medo...

2️⃣ Ela ameaçou usar a lei para se vingar de uma traição, o que inúmeras mulheres fazem com a Lei Maria da Penha (ou acusações de estupro)

3️⃣ Existe uma cultura do crime de Denunciação caluniosa, na verdade indústria das falsas acusações e as mulheres têm ciência disso, em que basta a sua palavra para destruir a vida do homem

4️⃣ Ciente do poder da palavra da mulher, em tempos de direito penal do inimigo, o homem preferiu responder por homicídio que por estupro, afinal a sociedade perdoa homicidas, mas não perdoa estupradores - inclusive os que são absolvidos ao final do processo, e mesmo quando a falsa vítima assume o crime que ela mesma cometeu

5️⃣ O Estado é o causador da morte de mulheres, pois destrói a vida de um inocente que não tem bons advogados, e que após perder o trabalho, família, liberdade, dignidade e dinheiro é preso ou tratado desde o boletim de ocorrência como o pior bandido - e sem mais nada a perder ele realmente mata a mulher que destruiu a sua vida, que para ele já não faz mais a menor diferença (o que não significa impunidade)

6️⃣ Lei Maria da Penha só serve para homens inocentes, pois o homem criminoso habitual não respeita medida protetiva

7️⃣ Violência doméstica não é problema de segurança pública, mas de saúde mental coletiva.

O que essa mulher passou não é violência doméstica, mas problemas de autoestima em não aceitar uma traição (talvez imaginada). Então ameaçou usar a lei para punir o homem. Mas agora eles irão casar, e ela não precisará fazer nenhuma falsa acusação para conseguir o que deseja, por enquanto.

Vai continuar defendendo cegamente as mulheres, ou entendeu que está perdendo clientes? Existe um emaranhado de homens que precisa de defesa qualificada - não qualquer defesa, pois defender mulher qualquer um faz, já a defesa de homens demanda peculiaridades, estudo e estratégias específicas. Dizem que o ano se inicia após o carnaval, então reflita nos rumos da sua profissão e também da sua ausência de humanidade e senso crítico. Para ajudar na reflexão do nobre leitor e possível colega de profissão deixo alguns textos, um deles contando a farsa (com provas) do caso do ex diplomata Sergio Thompsons Flores, em que o Fantásticos e outras mídias noticiaram as falsas acusações e deram espaço à mentiras, mas agora em que o teatro foi provado na justiça, onde está a mídia? Os homens infelizmente só compreendem a atual indústria das falsas acusações quando se tornam vítimas, mas você não precisa passar por isso - e como advogado criminalista (e de família) você tem o dever de perceber a farsa em 30 segundos de conversa.

Mas se você é uma pessoa medrosa, não se aventure nessa labuta - pois as criticas vêm e elas são proporcionais a quantidade de absolvições que você consegue e ao tamanho dos seus honorários! Tenha certeza: você terá muitos inimigos, principalmente outros colegas advogados que lamentavelmente ensinam mulheres a cometerem denunciação caluniosa, sendo co-autores do 339 CP, fraude processual, litigância de má fé, estelionato, organização criminosa e tantos outros crimes. Enquanto você prefere ser apenas mais um profissional e viver reclamando que tem poucos clientes, a Sara escolheu nadar contra a correnteza, fazer o que inspira o seu coração e ser referência no país na defesa dos direitos dos homens. A vida é feita de escolhas, mas saiba que enquanto você aduba o medo, outros se tornam especialistas. Reflita.

Jesus foi traído com um beijo... e no próximo episódio esse rapaz será assassinado ao contrariar a agora noiva e ela alegará legitima defesa e a sociedade aplaudirá!

Até a próxima.

1) ASSASSINA DE REPUTAÇÃO: Preso por 7 meses após recusa em engravidar a esposa - caso ex-diplomata Sergio Thompson Flore

2) Falsa acusação, o último ato de violência doméstica contra o homem: motivações e DEFESA CRIMINAL

3) Mãe de Rhuan usou a Lei Maria da Penha para sequestro, tortura e homicídio do filho

4) Medida protetiva de afastamento do lar não interfere na partilha dos bens

5) Juízo das garantias e o ranço inquisitivo na Lei Maria da Penha

6) Caso Pastor Felipe Heiderich, o Rei da CPI da Pedofilia e a indústria das falsas acusações de estupro

7) Preso há 10 anos é inocentado de estupro com exame de DNA pelo STF

8) As mentiras que te contaram sobre o Feminicídio

  • Leia:

📖 Belas e Feras - a violência doméstica da mulher contra o homem. 2018, Manduruvá, Belo Horizonte. Próton, Sara. (físico: [email protected] e e-book Clube dos autores)

📖 Denunciação caluniosa, um crime atual: estupros de vulneráveis que não aconteceram. 2019, Clube dos Autores. Próton, Sara.

Instagram: @saraproton

122 Comentários

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Estou tão perplexa com essa texto que tive que voltar para ler três vezes, o pior, escrito por uma mulher, que nega a violência sofrida por nós mulheres e renega toda desigualdade de gênero, fruto de nossa história. É com grande tristeza que percebo muitos leitores curtem um texto como esse, contrário à lógica e que nega o mundo real. Evidente que existem pessoas que se valem de forma incorreta da legislação, em qualquer âmbito isso ocorre! É por esse motivo que precisamos de garantias, é por isso que temos de lutar por uma polícia e judiciário eficientes e para assegurar o contraditório e ampla defesa. O texto se utiliza de situações específicas para generalizar, como se a regra fosse a mulher se utilizar de mecanismos para prejudicar o homem, quando a realidade é bastante diferente. Repudio o texto, a forma como foi escrita, os fatos colacionados, a renegação dos dados estatísticos, pois reforçam a desigualdade e a violência impingidas contra nós, mulheres. continuar lendo

Pelo que vejo no meu mundo, infelizmente acredito que algumas mulheres querem a volta da amélia, mulher escrava sexual, cuidadora e parideira de seu dono marido. continuar lendo

Não é bem assim, não podemos ser tão radicais. Veja a real intensão do debate proporcionado pelo excelente texto da Dra Sara.

A problemática não está no gênero e sim na defesa da justa aplicação do Tipo Penal, saibamos separar o nosso gênero.

Não é porque sou mulher (ou homem) que tenho que ler (ver) o texto desta forma ou de outra.

Na verdade eu vejo como uma luta pela correta aplicação criminal para que no futuro não acabe sendo banalizado como foi por exemplo com o crime de adultério. continuar lendo

É perceptível que a autora não renega todo o histórico de violência que a mulher sofreu e continua a sofrer. A autora somente quis trazer uma situação recorrente na atualidade. Eu já presenciei diversos casos iguais aos tratados no artigo. Jamais devemos descaracterizar ou diminuir a violência sofrida pelas mulheres, porém há de se realmente pensar na ótica que a autora traz. Uma falsa acusação de estupro pode acabar com toda a vida de um homem e ainda de sua família. Reitero que não foi objetivo da autora diminuir todas as dificuldades que a sociedade impõe historicamente às mulheres. Mas repudiar o texto como se fosse um caso minoritário só oculta um fato que tende a recorrer na atualidade. continuar lendo

A autora se contrapõe à existência de feminicídio, meu caro. Não há o que argumentar continuar lendo

Ela escreve para o público dela. continuar lendo

Triste saber que ainda tenha um público para esse tipo de conteúdo. continuar lendo

A colega, autora do artigo, praticamente diz não haver o crime de tentativa de homicídio contra a moça pelo fato dela ter ameaçado denunciá-lo por falso crime! Ou seja, legitima o comportamento agressivo do homem contra a mulher, como se fosse direito dele reagir da forma que reagiu! Ele tinha os mecanismos para se defender! Apesar do momento político em que vivemos, ainda não retornamos à era da bala, do velho oeste! continuar lendo

Trabalho na segurança pública e vejo todos os dias casos de falsas acusações da Lei maria da Penha e estupro. Várias mulheres estão brincando com as leis e isso precisa acabar. As punições devem ser severas. E tudo isso ocorre, porque hoje a palavra da mulher tem praticamente "fé pública". A coragem dessa advogada em expor o outro lado da história mostra que precisamos sair da bolha do ginocentrismo e fazer justiça sem leis sexistas. Por direitos iguais de fato e não da forma que está hoje. continuar lendo

Blabla... feminicidio é "morreu por ser mulher" e a Sara está correta... o assassino arrancou os peitos, atacou a vagina, etc? Não? Então não foi feminicidio.... Se um bandido mata uma mulher por ciumes é homicidio, se uma mulher mata por ciumes é homicidio, agora só em um país doente pode achar que por ter morrido uma mulher deve haver punição maior. Sou mulher e acho um absurdo essa lei, incluindo a maria da penha.. são simplesmente sexistas, e me colocando no lugar de um homem vitima de violência fico indignada pois o que efetivamente fazem é dizer HOMEM, SUA VIDA VALE MENOS, se sua namorada te matar ela vai pegar uma pena menor que se você tivesse matado ela EXATAMENTE NAS MESMAS CONDIÇÕES! continuar lendo

Graças à Deus, alguém com bom senso. Obrigada! continuar lendo

falou tudooo!!!!!!!!!! continuar lendo

Independente do doentio casal, o resultado de uma pena tão insignificante é sinalizar para a sociedade que matar mulheres continua sendo permitido.
Este é o Estado que ao não exercer de maneira íntegra sua obrigação fundamental, o monopólio da violência em favor da sociedade, permite que os indivíduos exerçam a violência livremente.
Com uma provável "pena" sendo cumprida em regime aberto, já que dificilmente haverá local para o semiaberto, para quem quiser aparecer na televisão ou mostrar machismo bastará matar uma mulher, ganhará status na comunidade, só se falará dele. continuar lendo

Excelente o artigo. Sim, de uma mulher. Uma estudiosa da questão. continuar lendo

Ela não negou, afinal não é possível negar aquilo que não existe, conheço caso concreto de um homem, honesto, íntegro, trabalhador, que cumpriu 4 meses na cadeia por "falsa comunicação de crime", a CF88 é clara, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, ou seja, essa lei é inconstitucional. continuar lendo

Feminicídio NÃO EXISTE. Mas obrigado por dar a combustão necessária para continuarmos lutando contra toda essa ideologia pro trás desse comentário a respeito do texto da colega Sara. continuar lendo

Sou vítima de falsa acusação de agressão psicológica. Qual o objetivo? O advogado da minha ex esposa montou a ação para se favorecer. Como? Ela não tem direito a metade do imóvel pois boa parte foi paga quando eu era solteiro, porém exigia essa metade. Desta forma faz a falsa acusação, o homem é afastado do seu lar, perde o emprego, fica taxado na sociedade e o litígio vai para a Vara da Violência doméstica. O tempo todo o advogado qualifica o homem como agressor, por exemplo, o AGRESSOR pediu revisão, o AGRESSOR tem boa condição financeira.
Este advogado fica enviando ameaças. Se não fizer um acordo conosco (onde ele ganha 20% do valor do imóvel como honorários) iremos pedir a prisão do agressor.
Se você assina o acordo consegue sua casa de volta, mas cria uma dívida impossível de pagar, acaba tendo que entregar a casa por qualquer preço.
Se não assina é todo um processo de divórcio desgastante, sendo a todo momento pressionado por medida protetiva.

A cada semana é postado um pedido infundado de prisão.
"O AGRESSOR não pagou pensão alimentícia (a qual nem existe)"

"O AGRESSOR a monitora (fato criado)"

"O AGRESSOR quer nosso imóvel pois considera ser dele"
Sim, a cara de pau chega a essa dimensão, pois o advogado já considera o imóvel sendo dele também.

A Sra Marina Silva Rodrigues. Se quiser mostro os autos do processo e verá como um advogado bem instruído usa todas as brechas da Lei Maria da Penha para extorquir um homem. continuar lendo

Nunca li tanto absurdo escrito por uma mulher. continuar lendo

Então ler novamente dra. Foi assim que eu fiz, tente observar com outra ótica, e veja o como é bom se libertar da impressa marrom. continuar lendo

eu não vivo de impressa, eu olho ao meu redor e trabalho continuar lendo

Também nunca li tanto absurdo na vida inteira continuar lendo

"Mas o que aprendemos com isso? NÃO EXISTE CRIME DE FEMINICIDIO"

Haja duplo twist carpado interpretativo pra se chegar a essa conclusão esdrúxula diante de um caso isolado. continuar lendo

Lista aí o número de mulheres que foram mortas e houve violência para mutilar regiões femininas... ai temos o número de feminicidios.
Duplo Twist Carpado interpretativo é colocar "mulher morreu por ser mulher" em qualquer crime doméstico/passional. continuar lendo

Reduzir "morrer por ser mulher" a crimes em que ocorre mutilação genital é algo tão superficial que eu não tenho nem como começar a argumentar. É ignorar séculos de estudos de sociologia. continuar lendo

"É ignorar séculos de estudos de sociologia."
Fonte: Vozes da minha cabeça e Faculdades infectadas ideologicamente. continuar lendo

Quando apela pra ironia a gente já sabe que o argumento acabou. continuar lendo

"Quando apela pra ironia a gente já sabe que o argumento acabou." - Disse quem começou falando de "duplo twist carpado interpretativo"... típico. continuar lendo

Inacreditável esse texto!

A doutora afirma que "como advogado é demasiadamente vergonhoso você reproduzir notícias sem saber o que realmente aconteceu". Como assim sem saber o que aconteceu? Ele disparou 05 tiros contra ela. Foi isso que aconteceu.

Não importa se ela ameaçou denunciá-lo por estupro, cara Dra. Sara.
Caso ela realmente o fizesse, ele teria meios de se defender, MAS NUNCA, atentar contra a vida dela.

Com respeito, permita-me lhe esclarecer uma coisa:

Quando a senhora afirma que "ninguém morre por ser mulher (...) as pessoas morrem por ciúmes, posse,(...)" a senhora esta equivocada e esquecendo um ponto muito importante.

Quando um homem mata uma mulher por ciúme, pelo sentimento de posse é porque ele acredita que ele é SUPERIOR à mulher. Ele acredita que ela deveria ter se curvado as suas vontades, que ela é propriedade dele. E o que é isso? Pensamento machista que julga a mulher um ser inferior. Logo, muitas mulheres morrem sim por serem mulheres. continuar lendo

E quando uma mulher mata um homem por ciúmes é o que? Só ciúmes mesmo, imagino... Os parlamentares e o Poder Judiciário não são oniscientes para saber distinguir ciúmes de sentimento de posse e superioridade, mas todos agem como se fossem. continuar lendo

Não!

"Quando um homem mata uma mulher por ciúme, pelo sentimento de posse é porque ele acredita que ele é SUPERIOR à mulher."

Não necessariamente.

"Ele acredita que ela deveria ter se curvado as suas vontades, que ela é propriedade dele. E o que é isso?"

Pode ser muitas coisas. Pode ser que ele pense que essa mulher específica lhe deve algo e por isso não deveria, por exemplo, dizer não.Isso não significa que ele pense que todas mulheres lhe devem obediência ou que são inferiores aos homens.

"Logo, muitas mulheres morrem sim por serem mulheres." Logo, você nem sabe usar direito o termo "logo", que exige que antes dele haja uma comprovada relação lógica entre os elementos apresentados. continuar lendo

Sabe o que é vergonhoso? Comentários cômicos como esse teu. Visão torta sobre a realidade. Ninguém nunca morreu por ser mulher, e nem vai morrer.

Agora pegue teu comentário e leia ele todo ao contrário, direcionado a uma mulher. Quando dizes que um homem que mata uma mulher por ciúme o faz por se sentir superior, o que resta a mulheres assassinas, que mutilam, agridem, espancam, lesionam seus companheiros, pais e filhos?

Nenhum dos cadáveres, vítimas dessas mulheres insolentes teve a proteção de uma Lei, e também seus crimes não foram agravados por conta de terem sido homens.

Feminicídio não é crime nem nunca vai ser. É apenas uma agravante criada na cabeça de gente maldita que demoniza homens, e por um erro legislativo grotesco, acabou virando lei uma insanidade dessas. continuar lendo